Site Meter CASA DAS IDEIAS: Abril 2010

domingo, 25 de abril de 2010

PARCEIRA

Conta-me histórias
De ilhas distantes, amores perdidos e lembranças
Eu prestando atenção
Cabeça em teu colo, cúmplice
Aconchego-me e durmo
Você não pára, fala, me abraça, apertado, pensa em outro
Não ligo, aperto-te mais, penso em você
Cai a noite, vais partir
Cansou-me o verbo que te açoitou com saudades
Caminhamos, agora mudos
Saciados de frases
Ouvi teus versos para amores pagãos
Calo-me porque falas por mim, ofereço minha boca, não vês
Estás distante, alhures

RIO: UMA CIDADE SEM LUZ

Vim pela perimetral quarta feira última, dia 22, sentido aeroporto dirigindo meu FIAT UNO/95,que é um carro com faróis normais, a via estava escura eram 20:30 minutos. Oa carros que vinham na pista sentido zona norte, jorravam seus faróis. Haviam momentos, eternos segundos, que não enxergava nada, mas, é nada mesmo. Desci na agulha e sai na praça mauá por motivo de segurança. No outro dia,resolvi não pegar a perimetral e desci na Leopoldina,também escura, peguei o Aterro do Flamengo, escuro. Sem pensar em partidos políticos quaisquer, minha reclamação não passa por isso, constatei que o Rio continua, vejam o verbo, continua no ESCURO. Nossos problemas, reafirmo, os problemas de quem paga ou não impostos, continuam os mesmos. Esses problemas são apenas peças de campanha em momentos eleitorais, e pior, governar nosso estado parece apenas estágio para quem quer aventurar-se e vôos mais altos na política.
Estou muito triste e sem esperanças. Pois as contradições e fracassos do governo municipal tem sido grandes e ainda assim, parecem cheios de verdades. Há muito tempo eu e outros moradores escrevem para os jornais chamando atenção sobre a questão dos meninos de rua, onde assaltam, fazem sexo e nada. Não existe uma política para tirar esses garotos da rua. A guarda municipal, que apenas segue ordens, ficam iguais a baratas tontas reprimindo aqui e alí, ambulantes, camelôs, flanelinhas, enquanto nas ruas do lado e é do lado mesmo, se amontoam vários meninos e meninas de rua cheirando cola.ameaçando moradores etc, desculpem mas, não consego entender a lógica dos choques de ordem. E agora, o que vamos fazer? Será que devemos pensar que mais uma vez fomos enganados? que mais uma vez vamos ficar esperando alguém que queria governar a cidade do Rio de Janeiro, disposto a olhar essa cidade com olhos de quem a ama e ao seu povo? Restam ainda 2 anos desse governo, tempo suficiente para uma mudança em suas estratégias. É preciso iluminar a cidade entre outras coisas por segurança,e digo zona norte e zona sul. É urgentíssimo tirar esses meninos das ruas. Eles serão infelizmente a reserva do crime, e os responsáveis serão vocês os governantes.
Ao falar em cidade limpa, choques de ordem, pensem duas vezes e sinceramente constatem quem está devendo cidadania a quem?

sábado, 24 de abril de 2010

SÓ UMA SAUDADE

Ficaram em você
As últimas lágrimas de amor
Calou-se em mim alguma coisa
Que não sei o que é, mas sobrevivi
É claro, amei novamente
Tive ciúmes, fiz declarações
Desejei amor eterno
Como fiz com você
Errante,tive sucesso
Amores sem rostos afinal
Mas também sem saber porque
Desejei ficar só
Não assombou-me a solidão
A velhice próxima também não
Vida pronta, cheia e vazia
Tudo e nada acostumei-me
Depois de tempos
Tudo destruidamente instituído, vida normal
Bebo em mesa de canto de bar
Um rosto parecido com o teu
Vejo, lembro você.

MAIS UM ADEUS

Onde está minha poesia
Que não responde aos devaneios de mim mesmo?
Onde está a rima vadia
Que anuncia o fim das paixôes eternas?
Meu Deus, que perigo
Onde está a beleza do amor finito?
Toda sedução, a rapidez do amor bandido
Será que sucumbi?
Sepultarei a lira dos poetas
Sob as vaias febris do corações, de meus parceiros
Vadios, vagabundos, loucos?
Corro o risco de recolher-me sombrio
Às sombras repousantes do lar
Ligar a televisão, cochilar, babar...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

TEMPO

A felicidade andava por um triz
Assim, quadro negro a frase e o giz
Morrendo de medo do apagador
A dor do perder no meio o amor
O giz acabou, o apagador quebrou
Alívio... Alívio? Não
O tempo apagou a frase.

RABISCO

Que poesia malvada
esta mal versada
Que em tentativas-palavras
Mal arrumadas, vai falando
Dos amores que quis ter
Hoje tristes, amanhã felizes
Vice-versa, inspiração incerta
Mau esteta como sou
Ou foram amores presentes
Ausentes que povoam realidades sonhadas
Em corpos e carinhos que vivo
E nem acredito
Vou vagabundeando meu coração insano
Infelizmente sozinho enfim
Fica a lembrança de um amor longinquo
Que me assola, que roubou a esperança
E me torna criança perdido da mãe.

AMOR?

Meu coração desvalido
pretensioso e bandido
Nutrindo amores
Que nunca serão de sempre
Amores de horas perenes
fortuitos, solenes de momentos amargamente
marcados para os finas tristes de sempre
Quem manda querer amar?
Quem se propõe sofre
Os que insistem descobrem
Que é melhor ser boêmio
Sem dor e sem tempo
De voltas impossíveis
De qualquer lugar
Acabam sempre os amores presentes
Por mais definitivos que pareçam,perecem
Que verso cretino
Mas vou tentando acreditar que o amor pode ficar
Mentira que não me merece
Levarei a verdade do amor inconteste
Falido e intolerante
De mais de dois meses
Nos lençóis e travesseiros, verdades.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PESCADOR

NUM CÉU DE POUCAS ESTRELAS
NUM MAR REVOLTO, E INDEFINIDO
HAVIAM POUCAS ESPERANÇAS
MAS, O PESCADOR VOLTOU
NÃO TROUXE PEIXE OU
OUTRA COISA
TROUXE ALGO QUE INVADIRA SEU BARCO
E NÃO SABIA O QUE ERA...
AO CHEGAR EM CASA O MAIS SIMPLES DENTRE OS PESCADORES
CORREU E DEITOU-SE
SENTIU O CALOR DE SUA MULHER
CONTRASTANDO COM O FRIO DO MAR
BEIJOU SUA BOCA E VIU NOVAS ESTRELAS
PEGOU EM SEU PEITO E PERCEBEU UM OUTRO MUNDO
DEITOU-SE SOB SUAS COXAS E ACHOU-SE PROTEGIDO
BEIJOU SEU SEXO E SENTIU-SE DEUS
E TANTOS ERAM SEUS GEMIDOS
POR ELA SEGUIDOS NO MEXER DAS ANCAS
QUE O MOVIMENTO PARECIA
O BARCO HORAS ANTES
NUM MOMENTO DA MAIS RARA AFINAÇÃO
EXPLODIU NUM ORGASMO DIVIDIDO
ACOMPANHADO E ÚNICO
DORMIRAM, ACORDARAM... O SOL IA ALTO
PENSOU O PESCADOR:
- VOLTO PRO MAR
TROUXE A SAUDADE
E LÁ VOU DEIXAR
TEU BEIJO, TUA BOCA
TEU CORPO, MEU AMOR
ONDE GUARDO?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O RIO CHORA

Uma tragédia com essas dimensões faz a gente pensar. Quando parece que as forças da acomodação venceram, conseguiram finalmente deixar como estão coisas que julgam pouco importantes, como educação digna, a principal, moradia decente só para citar dois valiosos itens, a natureza mostra que não é bem assim. Grita, urra e age. Imediatamente as autoridades acionam todo o aparato de estado. Todas as mídias degustam com apetite voraz lágrimas e dores. O prefeito, o governador até o Presidente disponibiliza verbas, tropas, escolas, colchonetes. Sim, todos muito competentes. Mas, a tragédia que não é filiada a nenhum partido político vai deixar além dos estragos, algumas impertinentes perguntas. Como por exemplo: Não seria mais adequado uma política séria de habitação nos bairros ao longo da Linha Vermelha, com segurança, saúde e educação? Certamente diminuiria a violência. Em vez disso, placas de "proteção de som", cinicamente anunciado para "proteger" a população contra os efeitos do barulho. Ou o metrô para a Barra da Tijuca é mais importante que recuperar a malha ferroviária para o subúrbio carioca, que traria mais dignidade ao usuário e fluidez ao trânsito no perímetro urbano? Que encanto sedutor esse que os governos têm pelos ônibus em nossa cidade, né? Quais e quando os governos terão uma política para deter a epidemia do crack que assola a infância e a juventude? Esperem! vou responder.Quais políticas eu não sei,( no fundo, acho que eles também não sabem ) mas, será quando houver uma tragédia patrocinada por algum viciado desesperado. Televisões, rádios e jornais cubrindo em cadeia nacional.
Chuvas, desabamentos e desabrigados por outro lado, fazem com que todas os outros problemas da cidade fiquem para depois, e assim vão... A população de rua continua assombrando as pessoas, mudando de rua quando a guarda municipal aparece e exerce o seu performático "choque de ordem", mas, depois voltam, todos, e o mêdo continua. As autoridades não sabem o que fazer com esses menores vítimas/agressores, não sabem. O ensino público noutros tempos tão respeitado, agora uma sucata. Temos futuro? Temos saída?

terça-feira, 6 de abril de 2010

RIO DE ABRIL

Minha cidade está debaixo d'agua
Rolam em meu rosto gotas que não são da chuva
Desce o barranco que leva o barraco feito de tábua
Mais uma vez em cena, o pobre, seu palco: a rua.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DESCULPEM-ME

Pessoal me desculpem, disse na agora penúltima mensagem ainda em fevereiro que iria voltar e postar minhas histórias e novos vídeos dessas feras que fazem parte de nossas vidas e de nosso bom gosto. Não deu!!! Muito tumulto no trabalho, entra e sai, demissões... Fiquei sem cabeça. O próprio PC deu pau, ficou uma droga... um bom amigo me ajudou com ele e agora acho que vai. Obrigado pela sua eventual visita, e prometo que vou trabalhar em alguma coisa para ir ao "ar" vocês não vão se arrepender. Bem, obrigado e até muito breve.
Pinheiro.